sábado, 28 de abril de 2007

Epílogo


-Venha meus amores, pois agora é de graça
toda essa farsa, de deixar se amar
não tente nem force, se pressionar o amar
amantes que sofrem, sempre crescem
mas meu coração ferido, não se aguenta mais
de tanto abrir e rasgar, de tanto que tentei
não resgato mais o tempo, nem trauma ou sentimento
a vaidade maior é sentir ciúme do amor
e se por vaidade não tentei de mais
poderei nunca ser feliz de acordar um dia
e descobrir que a farsa que é o amor
abriu meus olhos e me despertou pra dor
que é amar e ser amado, até onde nos permitir
ser o pra sempre...
...ou até que a morte nos separe...

domingo, 18 de dezembro de 1988

5 passos para o nada... há 10 andares do chão.

Estava ao lado da minha cama quando acordei, aquela sensação me penetrava como uma música
Mas não era uma sensação boa, era uma espécie de magoa envolvida com um gosto amargo na boca
Quando consegui me levantar, olhei a volta e vi que nada estava no lugar..
As cores os objetos os espaços as formas que aqueles objetos tinham...
Aquilo me assustou, mas mais que me assustar despertou minha curiosidade..
Caminho 5 passos para o banheiro e descubro no espelho uma cara com um defeito...
Passo minutos olhando mas não percebo qual o meu defeito...
Desço na rua os carros estão pela calçada e as pessoas no meio da rua correndo e gritando...
Naquele momento eu subi no último andar do prédio mais alto da cidade, parei na sacada ascendi o meu cigarro e enquanto fumava chorei, por medo estava tão desnorteado, oque era tudo aquilo...
Quando meu cigarro acabou, eu simplesmente dei 5 passos para o nada... há 10 andares do chão...
Enquanto caia descobri o problema.. não tinha tomado minha dosse de droga suficiente na noite passada, para sobreviver a loucura que está a minha volta. Todos os dias.